segunda-feira, 21 de julho de 2008

Feijoada Imperial brinda 3 anos com casa cheia


Foto: Dilvulgação

Não poderia ter sido melhor. Às 21h, horário de encerramento da Feijoada Imperial, a quadra ainda estava cheia. E assim, os 3 anos de sucesso do evento foram coroados pelo público cativo que curtiu as apresentações da bateria do Império Serrano, do 2º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego e Rafaela, além de, é claro, Jorginho do Império e seus convidados, que incendiaram a nação imperiana.

Tia Néia, que começou a preparar a feijoada, e sozinha, para cerca de 200 pessoas, estava toda prosa. Afinal, não tardou para que logo precisasse botar água no feijão. Ela e sua equipe de sorridentes cozinheiras ontem serviram em torno de 1200 pessoas que não se importaram em aguardar na fila, cujo tamanho impressionou.

Bastante animado também estava o casal Conceição e Fernando. Os apaixonados pombinhos, que se divertiram com os amigos, se conheceram durante uma Feijoada Imperial, em janeiro de 2006. "Uma amiga em comum comemorou seu aniversário na feijoada. Eu e Fernando conversamos, trocamos telefones, mas só voltamos a nos encontrar em março, também na quadra da escola. Dessa vez, nos conhecemos um pouco mais e, finalmente, marcamos de nos ver no dia seguinte, quando então ficamos juntos", contou Conceição, que é ritmista da verde-e-branca.

Atendendo a um convite do imperiano Cizinho, o cantor e compositor Adalto Magalha – autor de sambas-enredo da Unidos da Tijuca, Estácio de Sá, Cabuçu, Salgueiro, Tradição, entre outras agremiações – foi uma das atrações desta edição do evento. "A Feijoada do Império Serrano é um sucesso de sabor e de organização. Muita gente aguarda ansiosamente pelo terceiro sábado do mês, quando o encontro não pode ser em outro lugar, senão na quadra da escola. Não à toa, não há quem não goste da verde-e-branca. _ disse ele, que aproveitou para elogiar a diretoria e os compositores do Império. _ Quero parabenizar a direção pelo trabalho que vem fazendo e desejar-lhe mais uma excelente gestão. Devo exaltar ainda a ala de compositores, que tem se mostrado competente ao longo de sua história e também nos últimos carnavais", concluiu o artista.

O show da bateria que, desta vez, não contou com a presença de Mestre Átila –, ele estava prestigiando uma festa da Unidos de Vila Maria, em São Paulo, com 80 ritmistas, bem como integrantes de outros segmentos –, foi acompanhado por Dhandara da Silva Santos, de 10 anos, neta do saudoso Mestre Fuleiro. No palco, ela sambou e mostrou que entende do riscado. "Eu aprendi com a minha mãe. Quero ser rainha de bateria, como a Quitéria. Eu sei que meu avô sempre dizia que a neta dele seria rainha de bateria do Império Serrano... Todo mundo fala que ele era um homem muito bom", declarou a menina, que logo levou uma das mãos aos marejados olhinhos.

Texto: Assessoria